sábado, 7 de agosto de 2010

Ou não...

Despertamos todos os dias de um pesadelo irreal para um real, sem graça alguma, percorremos o dia como um preso percorre o corredor da morte. Engolimos todas as tardes os mesmos desprezos de sempre, como um ganso prestes a se tornar um delicioso, sangrento, caro e desprezível foie gras. Não temos motivos pra sorrir, a não ser quando se trata de observar o sofrimento alheio, de modo a tentar esquecer do nosso. As bobagens do dia-a-dia nos alienam; futebol, cerveja, tv, religião. Vivemos, na verdade, um dia após o outro, sabendo o nosso fim e tendo certeza que nossa existência não é, de forma alguma, importante.
Não há motivos para não ser pessimista. Ou não...

Acordamos todos os dias manifestos de sonhos lindos. A nossa vida é um sonho. Algo que tem de ser valorizado. Se não são gloriosos os dias que passamos com nossos amores e afetos, o que são? Se não são maravilhosas as tardes em que a felicidade bate na nossa porta, como se pedisse companhia, se sentasse à mesa e jogasse uma canastra, o que são? Não há algo mais adorável do que sentir o desprezo alheio e retribuir com carinho, compaixão, amor e perdão. Não há nada mais gratificante do que ver as pessoas ao seu lado sorrindo. E ver as que estão longe de ti também, a sorrir. Afinal, qual é o nosso papel nessa vida, senão fazer quem amamos feliz? E que bonito seria, se amássemos a todos! Viver e ter a oportunidade de transformar a sua existência em algo importante! Isso é o melhor de tudo! Hoppípola.
Não há motivo algum para não ser otimista!!!! Ou não...

Esse texto pode não ter, pra você, sentido algum. Pode ser só um emaranhado de palavras feias e bonitas, bonitas e feias, sem realmente ter um nexo interessante.
Pode ser o cúmulo da chatice e do tédio! Podem ter sido os 5 minutos mais mal gastos da sua vida!
Ou não...

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