Acima do meu umbigo
não tem azar
não tem amigo
não tem pernas ao ar
não tem coração partido
Não tem avião quebrado
não tem alienação
não tem jogo azarado
não tem rato, gato ou cão!
Não tem arma na mão
Não tem banco de réu
Não tem 7 palmos abaixo do chão
Nem kilômetros no céu
Não tem guerra, granada
Não tem multidão alucinada
Não tem paz desenfreada
Não tem nada,
Senão eu e tu
e pra isso,
não tem rima
não tem métrica
não tem razão
não tem umbigo
mas tem
só tem
eu e tu.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Ou não...
Despertamos todos os dias de um pesadelo irreal para um real, sem graça alguma, percorremos o dia como um preso percorre o corredor da morte. Engolimos todas as tardes os mesmos desprezos de sempre, como um ganso prestes a se tornar um delicioso, sangrento, caro e desprezível foie gras. Não temos motivos pra sorrir, a não ser quando se trata de observar o sofrimento alheio, de modo a tentar esquecer do nosso. As bobagens do dia-a-dia nos alienam; futebol, cerveja, tv, religião. Vivemos, na verdade, um dia após o outro, sabendo o nosso fim e tendo certeza que nossa existência não é, de forma alguma, importante.
Não há motivos para não ser pessimista. Ou não...
Acordamos todos os dias manifestos de sonhos lindos. A nossa vida é um sonho. Algo que tem de ser valorizado. Se não são gloriosos os dias que passamos com nossos amores e afetos, o que são? Se não são maravilhosas as tardes em que a felicidade bate na nossa porta, como se pedisse companhia, se sentasse à mesa e jogasse uma canastra, o que são? Não há algo mais adorável do que sentir o desprezo alheio e retribuir com carinho, compaixão, amor e perdão. Não há nada mais gratificante do que ver as pessoas ao seu lado sorrindo. E ver as que estão longe de ti também, a sorrir. Afinal, qual é o nosso papel nessa vida, senão fazer quem amamos feliz? E que bonito seria, se amássemos a todos! Viver e ter a oportunidade de transformar a sua existência em algo importante! Isso é o melhor de tudo! Hoppípola.
Não há motivo algum para não ser otimista!!!! Ou não...
Esse texto pode não ter, pra você, sentido algum. Pode ser só um emaranhado de palavras feias e bonitas, bonitas e feias, sem realmente ter um nexo interessante.
Pode ser o cúmulo da chatice e do tédio! Podem ter sido os 5 minutos mais mal gastos da sua vida!
Ou não...
Não há motivos para não ser pessimista. Ou não...
Acordamos todos os dias manifestos de sonhos lindos. A nossa vida é um sonho. Algo que tem de ser valorizado. Se não são gloriosos os dias que passamos com nossos amores e afetos, o que são? Se não são maravilhosas as tardes em que a felicidade bate na nossa porta, como se pedisse companhia, se sentasse à mesa e jogasse uma canastra, o que são? Não há algo mais adorável do que sentir o desprezo alheio e retribuir com carinho, compaixão, amor e perdão. Não há nada mais gratificante do que ver as pessoas ao seu lado sorrindo. E ver as que estão longe de ti também, a sorrir. Afinal, qual é o nosso papel nessa vida, senão fazer quem amamos feliz? E que bonito seria, se amássemos a todos! Viver e ter a oportunidade de transformar a sua existência em algo importante! Isso é o melhor de tudo! Hoppípola.
Não há motivo algum para não ser otimista!!!! Ou não...
Esse texto pode não ter, pra você, sentido algum. Pode ser só um emaranhado de palavras feias e bonitas, bonitas e feias, sem realmente ter um nexo interessante.
Pode ser o cúmulo da chatice e do tédio! Podem ter sido os 5 minutos mais mal gastos da sua vida!
Ou não...
domingo, 1 de agosto de 2010
Liebe und wie sie richtig verteilt werden sollte
Qual é a diferença? Entre os dias de glória, sorrisos e amores, e os de depressão, insuficiência, dor? As pessoas que me atacam são, no fundo, sempre as mesmas. As que me amam tampouco são diferentes. Convivemos com as duas. Sempre.
Na verdade, somos como um homem de uma perna só, andando num meio-fio que se situa entre dois precipícios; no final da caminhada, há a felicidade. Mas todos sabemos que vamos cair. Todos nós sabemos que nada mais existe, senão a dor.
É imprudência, intolerância minha vir aqui e escrever tudo o que eu não faço. Sim, eu vivo. Sim, eu tento espalhar a alegria. Sim, eu sorrio quando a vida me cerra os dentes.
E, aparentemente, é só isso que ela faz.
Eu acho que nenhum filósofo jamais pensou que o dinheiro deveria ser distribuído. O amor, esse sim, deveria constar em todos os postos de saúde, em todos os hospitais, em todas as casas e esquinas. A vida virtuosa é inspirada no amor. É uma fama de dois gumes, entretanto, tentar dar amor para uma vida que te desarma e te maltrata. O pior de tudo é saber que, no final das contas, não é ela quem faz isso, mas sim nossa própria existência.
Afinal, quanto mais simples a mentalidade de um ser humano, menos complicada lhe parece a existência.
Deveriam as mentes simples triunfarem? Sim, se elas distribuíssem amor. O amor é uma das poucas coisas que não prejudica em excesso. Diriam os sabidos, entretanto, que o ser humano nunca poderá encontrar a felicidade absoluta. Não há divisão entre mentes simples ou complexas aqui. A insatisfação é a única constante da vida. E ela é sinônimo de existência.
Acredito que na verdade não buscamos pernetas a glória no final do meio-fio, mas sim que somos atraídos como metais e imãs para a dor, para a insatisfação, para a existência.
E ela se encontra no fundo dos precipícios.
M. T.
Na verdade, somos como um homem de uma perna só, andando num meio-fio que se situa entre dois precipícios; no final da caminhada, há a felicidade. Mas todos sabemos que vamos cair. Todos nós sabemos que nada mais existe, senão a dor.
É imprudência, intolerância minha vir aqui e escrever tudo o que eu não faço. Sim, eu vivo. Sim, eu tento espalhar a alegria. Sim, eu sorrio quando a vida me cerra os dentes.
E, aparentemente, é só isso que ela faz.
Eu acho que nenhum filósofo jamais pensou que o dinheiro deveria ser distribuído. O amor, esse sim, deveria constar em todos os postos de saúde, em todos os hospitais, em todas as casas e esquinas. A vida virtuosa é inspirada no amor. É uma fama de dois gumes, entretanto, tentar dar amor para uma vida que te desarma e te maltrata. O pior de tudo é saber que, no final das contas, não é ela quem faz isso, mas sim nossa própria existência.
Afinal, quanto mais simples a mentalidade de um ser humano, menos complicada lhe parece a existência.
Deveriam as mentes simples triunfarem? Sim, se elas distribuíssem amor. O amor é uma das poucas coisas que não prejudica em excesso. Diriam os sabidos, entretanto, que o ser humano nunca poderá encontrar a felicidade absoluta. Não há divisão entre mentes simples ou complexas aqui. A insatisfação é a única constante da vida. E ela é sinônimo de existência.
Acredito que na verdade não buscamos pernetas a glória no final do meio-fio, mas sim que somos atraídos como metais e imãs para a dor, para a insatisfação, para a existência.
E ela se encontra no fundo dos precipícios.
M. T.
Assinar:
Comentários (Atom)