quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Rerevolução

Revolução: s.f. Ato ou efeito de revolucionar ou de revolver; sublevação, rebelião, revolta, insurreição (Dicionário Aurélio)

A Revolução é um diamante. Ela há de ser lapidada, de maneiras, formas e tecnologias diferentes.
Assim também é com o conceito de revolução. A sua essência, como dada no dicionário Aurélio, é praticamente imútavel, mas seus atos, meios, sofrem uma mudança constante.

Para mudar o mundo, devemos mudar a nós mesmos, como canta Keny Arkana, no seu ótimo CD "Entre Ciment et Belle Etoile".

O conceito de Rerevolução inicia, primeiro, com nós. Não existe nenhum tipo de mudança benéfica social sem a conscientização e educação das pessoas, do nosso eu. Essa educação deve ser de prioridade não-alienatória. Ela é o maior bem da humanidade, mas se torna quase inútil perante os meios midiáticos e políticos de alienação. Um aluno 10 alienado é um perigo social em potencial. Qualquer pessoa consciente é um revolucionário em potencial.

A educação não-alienatória é constituída de vários pontos, que serão abordados nesse espaço.
Dou o primeiro passo aqui, e finalizo com ninguém menos que Bertold Brecht, com "seu" Analfabetismo Político:

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "


MT 1/10/09

Um comentário:

  1. Fica cada vez mais difícil fugir da alienação! Além das influências midiáticas atuais que acabam por cegar a grande maioria da população e massificar seus "resquícios de consciência", passamos mais de dez anos de nossas vidas presos em um sistema cárcere-escolar. São poucos os que conseguem abrir os olhos para além disso tudo.
    Dá-se a cara a tapa e leva-se a bofetada que indaga: o que realmente se pode fazer a respeito, quando se está em minoria?

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