tanto o tempo se passou
que esqueci o que é o tempo
tanto tempo se alastrou
que esqueci o quão quente é o vento
sufocado por átomos
estrangulado, imundo
isso é um bimundo
e não sei sobre qual estávamos
penas no meu hálito
pretas flores florescem
enquanto eu, de hábito
chorando acordo, saudades cem
as cidades, magestrosas
os jardins, as rosas
os beijos e canções amorosas
tudo pra trás, tragédica prosa
a alegria da igualdade
mesmo no mundo desigual
minha raça, idéia, religiosidade
era, perante todos, legal
e nós aqui, de tantas raças
vivendo a par de ameaças...
nada menos é a nostalgia
que relembrar momentos
fortes, intensos; intentos.
um mundo de magia.
Mignon de Goethe me incentiva
porque sua razão sim uiva!
Nur wer die Sehnsucht kennt,
Weiß was ich leide!
não é o bater dos dentes
que me dá saudade
é saber, que estou, entendes...
de volta ao "Brasil" de Andrade!
um abraço para os amigos! Postado ao som de: Vento
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Príncipes e reis do século 21
construindo e reconstruindo castelos
destruindo sonhos, um a um
e deixando um a um, com seus farelos.
Desmunidos atacam corações
corações, desprotegidos, atacam
e como quem pede doações
os pobres corações fracassam.
Outros catam milhos
já nele brilha o olho
o que contará aos seus filhos:
"disseram que soneguei
como são caolhos
fiz o certo: só neguei"
construindo e reconstruindo castelos
destruindo sonhos, um a um
e deixando um a um, com seus farelos.
Desmunidos atacam corações
corações, desprotegidos, atacam
e como quem pede doações
os pobres corações fracassam.
Outros catam milhos
já nele brilha o olho
o que contará aos seus filhos:
"disseram que soneguei
como são caolhos
fiz o certo: só neguei"
sábado, 3 de outubro de 2009
"Eu sou um poeta das ruas
das metrópoles, selvagens metrópoles
só conheço, no chão, os corpos moles
e nos becos, as crianças nuas
Eu sou um poeta da selva
da biologia, só conheço a competição
e do "nós menos um", a subtração
eu existo, sem voto de minerva
Agora sou um poeta com uniforme; CALCULAR !
Eu sou um poeta do curso, fazendo vestibular
domino todo (o) mundo,
mas não a realidade
o resto é imundo,
se "x = saúde mais idade"
Tenho todas as fórmulas, eles a fome
Passar! - Passar! - Passar!
Mesmo sem nome
Eu não sou um poeta
fazendo vestibular."
Vestibular
O vestibular é o ápice de todas as falhas no nosso sistema de ensino. Essa "peneira" deixa todos os já mal preparados vestibulandos ainda mais perdidos e alienados, já que nada na vida é mais importante do que ter suas questões certas, não importa se ao teu lado milhares morrem todo dia de maneiras diferentes, ou se o aluno, que nunca teve uma educação como a tua, tentar beliscar um lugarzinho pra ele ali, mesmo conciliando trabalho, estudo e mais trabalho num dia só.
O vestibular é o ponto mais importante da vida de um estudantee é o pior. Em todos os sentidos. É o grito da exclusão social, com o grito do fascismo dos jovens, implantado pela mídia, é uma "luta de classes".
Esse processo aliena e machuca, muito. Nenhum país sério dos quais visitei utiliza tal forma de "peneira".
Cotas
As cotas são sim, certas, é claro que são. Vivemos numa das sociedades mais injustas do planeta, onde o "mérito acadêmico" é apresentado como o resultado de avaliações objetivas e não influenciadas pela profunda desigualdade social existente. O vestibular está longe de ser uma prova equânime que classifica os alunos segundo sua inteligência. As oportunidades sociais ampliam e multiplicam as oportunidades educacionais.
Realistas devemos ser. Simples.
MT 03/10/09
das metrópoles, selvagens metrópoles
só conheço, no chão, os corpos moles
e nos becos, as crianças nuas
Eu sou um poeta da selva
da biologia, só conheço a competição
e do "nós menos um", a subtração
eu existo, sem voto de minerva
Agora sou um poeta com uniforme; CALCULAR !
Eu sou um poeta do curso, fazendo vestibular
domino todo (o) mundo,
mas não a realidade
o resto é imundo,
se "x = saúde mais idade"
Tenho todas as fórmulas, eles a fome
Passar! - Passar! - Passar!
Mesmo sem nome
Eu não sou um poeta
fazendo vestibular."
Vestibular
O vestibular é o ápice de todas as falhas no nosso sistema de ensino. Essa "peneira" deixa todos os já mal preparados vestibulandos ainda mais perdidos e alienados, já que nada na vida é mais importante do que ter suas questões certas, não importa se ao teu lado milhares morrem todo dia de maneiras diferentes, ou se o aluno, que nunca teve uma educação como a tua, tentar beliscar um lugarzinho pra ele ali, mesmo conciliando trabalho, estudo e mais trabalho num dia só.
O vestibular é o ponto mais importante da vida de um estudantee é o pior. Em todos os sentidos. É o grito da exclusão social, com o grito do fascismo dos jovens, implantado pela mídia, é uma "luta de classes".
Esse processo aliena e machuca, muito. Nenhum país sério dos quais visitei utiliza tal forma de "peneira".
Cotas
As cotas são sim, certas, é claro que são. Vivemos numa das sociedades mais injustas do planeta, onde o "mérito acadêmico" é apresentado como o resultado de avaliações objetivas e não influenciadas pela profunda desigualdade social existente. O vestibular está longe de ser uma prova equânime que classifica os alunos segundo sua inteligência. As oportunidades sociais ampliam e multiplicam as oportunidades educacionais.
Realistas devemos ser. Simples.
MT 03/10/09
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A Rerevolução
Revolução: s.f. Ato ou efeito de revolucionar ou de revolver; sublevação, rebelião, revolta, insurreição (Dicionário Aurélio)
A Revolução é um diamante. Ela há de ser lapidada, de maneiras, formas e tecnologias diferentes.
Assim também é com o conceito de revolução. A sua essência, como dada no dicionário Aurélio, é praticamente imútavel, mas seus atos, meios, sofrem uma mudança constante.
Para mudar o mundo, devemos mudar a nós mesmos, como canta Keny Arkana, no seu ótimo CD "Entre Ciment et Belle Etoile".
O conceito de Rerevolução inicia, primeiro, com nós. Não existe nenhum tipo de mudança benéfica social sem a conscientização e educação das pessoas, do nosso eu. Essa educação deve ser de prioridade não-alienatória. Ela é o maior bem da humanidade, mas se torna quase inútil perante os meios midiáticos e políticos de alienação. Um aluno 10 alienado é um perigo social em potencial. Qualquer pessoa consciente é um revolucionário em potencial.
A educação não-alienatória é constituída de vários pontos, que serão abordados nesse espaço.
Dou o primeiro passo aqui, e finalizo com ninguém menos que Bertold Brecht, com "seu" Analfabetismo Político:
MT 1/10/09
A Revolução é um diamante. Ela há de ser lapidada, de maneiras, formas e tecnologias diferentes.
Assim também é com o conceito de revolução. A sua essência, como dada no dicionário Aurélio, é praticamente imútavel, mas seus atos, meios, sofrem uma mudança constante.
Para mudar o mundo, devemos mudar a nós mesmos, como canta Keny Arkana, no seu ótimo CD "Entre Ciment et Belle Etoile".
O conceito de Rerevolução inicia, primeiro, com nós. Não existe nenhum tipo de mudança benéfica social sem a conscientização e educação das pessoas, do nosso eu. Essa educação deve ser de prioridade não-alienatória. Ela é o maior bem da humanidade, mas se torna quase inútil perante os meios midiáticos e políticos de alienação. Um aluno 10 alienado é um perigo social em potencial. Qualquer pessoa consciente é um revolucionário em potencial.
A educação não-alienatória é constituída de vários pontos, que serão abordados nesse espaço.
Dou o primeiro passo aqui, e finalizo com ninguém menos que Bertold Brecht, com "seu" Analfabetismo Político:
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "MT 1/10/09
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